quarta-feira, 6 de abril de 2011

Lã dos pampas, lã da moda; Lã Pura



A Cooperativa Lã Pura conta hoje com 28 sócias. A maioria delas trabalha em suas casas, mas oito delas produzem sua arte na loja/sede da associação, que fica no número1784 da Rua General Serafim Dornelles Vargas. Quando chegamos ao ateliê quatro destas estavam reunidas: Evanir Kroth, Ivone Hamerski, Gema Maria Frizon e Eva Eli Kuffner. O movimento era intenso, já era meia tarde e até o final do dia os produtos que seriam enviados para a banca do SEBRAE no Mercado Público de Porto Alegre ainda não estavam todos conferidos.

Dona Eva é uma das mentoras da parceria formada em 2005. Entretanto, faz questão de logo esclarecer que ali não existe chefia. “Ninguém é empregada de ninguém, todas são donas do negócio”. Explica que não é uma produção contínua, diária. Os produtos são fabricados conforme surgem as encomendas, e mesmo com uma entrega programada pra dali alguns dias na Alemanha, desabafa que seria necessário um número contínuo, para que os trabalhos fossem constantes. Declara tudo isso enquanto dá os últimos retoques nas franjas de um xale de lã trançada.

Na lista de produtos ainda estão bolsas, coletes, mantas, casacos de lã, bijuterias fabricadas com crinas de cavalo... somando mais de uma centena de itens. A captação de clientes ocorre com a exposição em feiras de grande porte. Elas possuem um calendário de eventos em que a presença deve ser obrigatória. Lamentam não terem conseguido participar do Rio Fashion Week este ano, já que eram assíduas freqüentadoras desde a fundação da cooperativa. Além desta, estão na lista a Feira de Turismo do RJ, a Paralela de SP e a Feira Contemporânea da Agricultura Familiar, realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Nos primeiros tempos a produção era focada para a indumentária gaúcha, com os típicos palas e demais adereços. Não havia a perspectiva de começar uma produção voltada para o mundo da moda. E como caiu bem essa mudança de rumos. Costuras retas e cores discretas foram dando lugar a amarrações ousadas, de cores chamativas. Para isso trabalhos de designers foram requisitados, criações foram surgindo. As peças são de uma beleza única e possuem algo que se preza muito atualmente: a exclusividade. Não sou eu, é o reconhecimento do mercado que afirma isso.

Para o próximo mês está programada uma viagem para a Bahia, onde parece haver uma proposta de encomenda de grandes proporções que está sendo intermediada pelo COOPERUNI, com a qual a cooperativa tem vínculos. Fora esta, continuam a chegar as encomendas pela internet, o meio mais usado para contato. Dona Eva faz questão de enfatizar: “Toda a coleção pode ser conferida no site (www.lapura.com.br), não se esqueçam de colocar isso”.





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