quarta-feira, 6 de abril de 2011

Editorial

Quando se une arte com funcionalidade, nasce aí um produto de valor maior. Não em termos de dinheiro; o verdadeiro significado da arte – as ideias, sentimentos e sensações transmitidas pela obra – não tem preço. Corre pelo meio artístico a ideia de que “o artista deposita um pedaço da sua alma em cada trabalho”. Esse é o diferencial do artesanato: a criação de um produto único, sem a uniformidade fria do que é produzido em série.

A palavra “artesanal” remete a algo trabalhado minuciosamente feito com carinho, sem deixar de ser útil. Mas às vezes a beleza da obra é tanta que sua utilidade fica dispersa... Como a casinha do joão-de-barro: ficamos tão maravilhados com esse sutil trabalho da natureza que esquecemos que se trata de uma casa, simplesmente.

Mesmo assim, é notável a presença do setor artesanal no mercado. Esculturas, pinturas, acessórios e confecções movimentam a economia e sustentam famílias pelo país. Praticamente toda cidade brasileira oferece regularmente exposições e feiras de arte popular, que promovem cultura além da já observada movimentação financeira.

Esta edição de João-de-Barro traz exemplos disso: nas matérias principais, você confere entrevistas e informações sobre esse setor que há tempos mostra a sua relevância cultural, seja representado por artistas independentes, seja representado por cooperativas e associações.

Boa leitura!

Dhouglas Castro

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