
Famoso pelo Brasil, e conhecido pelo mundo a fora, o artista plástico são-borjense, Rossini Rodrigues concedeu entrevista exclusiva para a equipe de reportagem do informe 'João de Barro'.
Autodidata, Rossini iniciou na juventude seus trabalhos com argila, encontrou nas formas arredondadas das mulheres são-borjenses a inspiração para as primeiras esculturas, hoje trabalha com figuras e mitos da região missioneira: índios guaranis, santos missioneiros, peões, tropeiros, presépios, lavadeiras, bolichos, o dia-a-dia na fronteira oeste.
JB: Há quanto tempo você realiza este trabalho com esculturas?
Rossini: Profissionalmente, faz 23 anos aproximadamente. Comecei em 1988. Eu trabalhei com carteira assinada, como um cara normal (risos) num depósito de bebidas. No entanto, nessa época eu já fazia alguns trabalhos e participava de mostras. Foi quando um amigo meu me perguntou quanto eu ganhava trabalhando no depósito e eu disse que ganhava um salário mínimo. Esse amigo, então, me disse que me dava um salário mínimo pra fazer esculturas, eu aceitei na hora e pedi minhas contas do outro emprego.
JB: Além desse trabalho com esculturas, você realiza algum outro tipo de trabalho?
Rossini: O meu ganho de vida é a escultura, a arte. Posso dizer que sou um cara privilegiado.
JB: Então, pode-se dizer que esses trabalhos são comercializados?
Rossini: Sim, todos eles, no Brasil todo e inclusive para o exterior.
JB: Como é feita a divulgação do teu trabalho?
Rossini: Eu não faço propaganda, pois o “merchandising” é o próprio trabalho. Existem algumas publicações a respeito da minha arte no Brasil e na Argentina. Outro fator importante no reconhecimento do meu trabalho e que também ajudou a divulgar foi eu ter ficado entre 10 melhores do Brasil, com a obra “O Bolicho”, em uma mostra da UNESCO sobre os povos da América Latina, que ocorreu na Bahia.
JB: E aqui em São Borja, como é realizado o trabalho de comercialização das obras?
Rossini: Eu tenho um ponto de venda e também vendo as peças aqui no atelier. Agora eu ando mais “chique” (risos) e tenho feito as peças com agendamento, porque não tenho conseguido dar vencimento nos pedidos. Quem quer comprar as minhas obras tem feito encomenda com antecedência.
JB: As peças que as pessoas encomendam podem ser sobre qualquer tema?
Rossini: Sim, mas o que mais comercializo são peças feitas com moldes, que são numeradas geralmente até 60. Também existem as peças únicas, como as de madeira que não tem como fazer cópias.
JB: Quais os materiais usados para fazer as esculturas?
Rossini: Eu trabalho principalmente com argila. Trabalho também com resina e já fiz vários trabalhos em bronze e em madeira, além de outros materiais, como pedra.
JB: Como é o reconhecimento do seu trabalho aqui em São Borja?
Rossini: Aqui em São Borja o pessoal me apóia bastante e eu me sinto um privilegiado, porque consigo sustentar minha família com o meu trabalho. Quando eu comecei, as pessoas me perguntavam “Bah! Que escultura é essa?” ou “Que bonequinho é esse?”, mas hoje está bem melhor.
JB: Qual o maior trabalho, dentre as suas obras, já realizado?
Rossini: Geralmente as pessoas me perguntam qual o meu melhor trabalho e eu sempre digo que é uma escultura em bronze dos irmãos Bertussi, que está no memorial dos Bertussi, em Bento Gonçalves.
Autodidata, Rossini iniciou na juventude seus trabalhos com argila, encontrou nas formas arredondadas das mulheres são-borjenses a inspiração para as primeiras esculturas, hoje trabalha com figuras e mitos da região missioneira: índios guaranis, santos missioneiros, peões, tropeiros, presépios, lavadeiras, bolichos, o dia-a-dia na fronteira oeste.
JB: Há quanto tempo você realiza este trabalho com esculturas?
Rossini: Profissionalmente, faz 23 anos aproximadamente. Comecei em 1988. Eu trabalhei com carteira assinada, como um cara normal (risos) num depósito de bebidas. No entanto, nessa época eu já fazia alguns trabalhos e participava de mostras. Foi quando um amigo meu me perguntou quanto eu ganhava trabalhando no depósito e eu disse que ganhava um salário mínimo. Esse amigo, então, me disse que me dava um salário mínimo pra fazer esculturas, eu aceitei na hora e pedi minhas contas do outro emprego.
JB: Além desse trabalho com esculturas, você realiza algum outro tipo de trabalho?
Rossini: O meu ganho de vida é a escultura, a arte. Posso dizer que sou um cara privilegiado.
JB: Então, pode-se dizer que esses trabalhos são comercializados?
Rossini: Sim, todos eles, no Brasil todo e inclusive para o exterior.
JB: Como é feita a divulgação do teu trabalho?
Rossini: Eu não faço propaganda, pois o “merchandising” é o próprio trabalho. Existem algumas publicações a respeito da minha arte no Brasil e na Argentina. Outro fator importante no reconhecimento do meu trabalho e que também ajudou a divulgar foi eu ter ficado entre 10 melhores do Brasil, com a obra “O Bolicho”, em uma mostra da UNESCO sobre os povos da América Latina, que ocorreu na Bahia.
JB: E aqui em São Borja, como é realizado o trabalho de comercialização das obras?
Rossini: Eu tenho um ponto de venda e também vendo as peças aqui no atelier. Agora eu ando mais “chique” (risos) e tenho feito as peças com agendamento, porque não tenho conseguido dar vencimento nos pedidos. Quem quer comprar as minhas obras tem feito encomenda com antecedência.
JB: As peças que as pessoas encomendam podem ser sobre qualquer tema?
Rossini: Sim, mas o que mais comercializo são peças feitas com moldes, que são numeradas geralmente até 60. Também existem as peças únicas, como as de madeira que não tem como fazer cópias.
JB: Quais os materiais usados para fazer as esculturas?
Rossini: Eu trabalho principalmente com argila. Trabalho também com resina e já fiz vários trabalhos em bronze e em madeira, além de outros materiais, como pedra.
JB: Como é o reconhecimento do seu trabalho aqui em São Borja?

Rossini: Aqui em São Borja o pessoal me apóia bastante e eu me sinto um privilegiado, porque consigo sustentar minha família com o meu trabalho. Quando eu comecei, as pessoas me perguntavam “Bah! Que escultura é essa?” ou “Que bonequinho é esse?”, mas hoje está bem melhor.
JB: Qual o maior trabalho, dentre as suas obras, já realizado?
Rossini: Geralmente as pessoas me perguntam qual o meu melhor trabalho e eu sempre digo que é uma escultura em bronze dos irmãos Bertussi, que está no memorial dos Bertussi, em Bento Gonçalves.
Nenhum comentário:
Postar um comentário